Vale
25/01/2010 | Agnello de Mello e Silva
Calçadas: Eu vou dizer o que realmente é absurdo!
Agnello de Mello e Silva
Você já reparou como o nosso centro está mais bonito, mais limpo, com o visual mais leve depois que os comerciantes retiraram os móveis das calçadas? Agora da até para ver as fachadas de algumas lojas. Pois é, mas tem uns que ainda insistem na prática e apenas recuaram os objetos, encostando os mesmos em suas paredes, enquanto outros não retiraram as mercadorias que ficam no alto e que obrigam os transeuntes a desviarem suas cabeças.
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Está errado! A lei diz que nos passeios não pode ter nada e nada é nada. A prefeitura tem que fazer cumprir a legislação, conforme determinou o Ministério Público. É bom que se diga que lei não é que nem uma melancia que a gente pode comprar inteira ou só um pedaço. Lei que não é cumprida em sua integridade simplesmente não é cumprida.
Alguns desses comerciantes ainda reclamam que a proibição é um verdadeiro absurdo e que não vão retirar totalmente as mercadorias, num claro desafio a lei e a ordem e em uma afronta direta a autoridade da prefeitura e do Ministério Público. E ai, vai ficar por isso mesmo?
Que absurdo alguns acharem que seus lucros são mais importantes que os direitos de uma coletividade! Na escala de 1 a 10 que nível de civilidade será que tem um ser deste? Vou deixar para você responder, bastar ir na parte de comentários deste artigo.
Enquanto você pensa na nota, eu vou dizer o que é absurdo:
Absurdo é a pessoa ser contra a sua cidade ser uma cidade organizada, onde se respeita as leis e, consequentemente, o direito de ir e vir das pessoas que nela habitam;
Absurdo é os transeuntes ter que se sujeitarem a fazer verdadeiros malabarismos para andarem nos passeios públicos, ora tomados por objetos, ora com calçamento liso e com níveis diferentes;
Absurdo é uma pessoa idosa ter que caminhar em uma calçada que pode ser uma verdadeira armadilha para o seu corpo já cansado e sem a mesma agilidade de outrora, lembrando que um dia também seremos idosos e que temos pais, mães e avós.
Absurdo é uma gestante ter que fazer movimentos bruscos ou além do necessário para poder andar nas calçadas
Absurdo é uma mãe com carrinho de bebê ou um cadeirante ter que utilizar a rua porque as calçadas estão “ocupadas”.
Absurdo é ver a nossa cidade com as calçadas tomadas de mercadorias por conta de meia dúzia de comerciantes: com entulhos espalhados nos quatro cantos da cidade por causa de meia dúzia de cidadãos porcos.
Isso tudo sim é um absurdo!
É um absurdo que meia dúzia queira ter mais direito do que a maioria com a alegação que gera empregos e paga impostos.
A maioria dos comerciantes também gera empregos, paga impostos e nem por isso transgride a lei. Absurdo é as pessoas exigirem direitos e se negarem a cumprir deveres.
E vou deixar uma coisa bem clara aqui: o diaAdia vai continuar cobrando da prefeitura e do Ministério Público a desobstrução das calçadas, conforme determina a lei, bem como, que a prefeitura regulamente o quanto antes a ocupação do canteiro central.
Se a Câmara de Vereadores vier a mudar a legislação para permitir a ocupação das calçadas dentro de padrões de acessibilidade e de forma que não transforme nosso centro na bagunça que era antes, tudo bem, vamos acatar, mas deixando claro que qualquer mudança nesse sentido impõe um debate com a sociedade através de audiências públicas.
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