MATO GROSSO, 08/02/2012 - 2:23

Vale

21/11/2009 | Agnello de Mello e Silva

Prefeituras: Crise ou incompetência ?

Divulgação

Agnello de Mello e Silva

Igual há muitos, você deve estar se perguntando se a quebradeira das prefeituras é fruto da crise econômica ou da incompetência de seus gestores?

Na minha modesta opinião a quebradeira realmente teve origem na crise econômica, mas, o seu aprofundamento aos níveis atuais foi fruto da incapacidade e irresponsabilidade administrativa de boa parte dos gestores .

Ora, desde o ano passado já se sabia que 2009 seria um ano difícil, que haveria redução de crédito, o que implicaria na retração da atividade industrial, trazendo como conseqüências a diminuição de postos de trabalho, queda nas vendas e menos arrecadação de impostos.

Ninguém foi pego de surpresa. Os prefeitos, tanto os reeleitos como os de primeiro mandato, assumiram sabendo que teriam 12 meses de muitas dificuldades. Era óbvio imaginar que neste primeiro ano eles fariam um rigoroso controle de despesas.

Mas como estamos falando de políticos e não de executivos, eles fizeram justamente o contrário. Como que acreditando em Papai Noel, boa parte deles gastou mais do que devia e encheu as prefeituras de gente para cumprir acordos políticos, ajudar amigos e parentes.

Resultado não poderia ser outro: na maioria das prefeituras o caixa está estourado, servidores e fornecedores recebem com atraso, os serviços básicos deixam a desejar e o pagamento do 13°salário é uma incógnita.

Apavorados, muitos prefeitos estão demitindo, reduzindo salários, cortando despesas, como se a economia de dois meses fosse suficiente para tampar o buraco aberto durante os 10 anteriores.

Conclusão: Quem trabalhou de forma planejada (a minoria) vai conseguir chegar ao final do ano com as contas em dia, agora quem fez o que quis (a maioria) se ferrou e está colhendo agora os exageros que plantou ao longo do ano.

Mas quem for demitido não precisa esquentar a “moringa”, pois como estamos falando de políticos, em janeiro ou no máximo em fevereiro de 2010 (ano eleitoral) a farra recomeça.

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