VALE - 25/08/2012 09:11

confusão em Jaciara

Cidadão causa tumulto ao tentar gravar sessão da Câmara

Foto (Redação/DIAADIA)

Lays Almeida
Da reportagem/DIAADIA

O Advogado Mauro Bosco Cabral protocolou no dia 26 de abril deste ano o projeto de lei que pede a proibição do trânsito de carretas nas ruas da cidade de Jaciara e ele solicitou o uso da tribuna livre para cobrar explicações sobre a votação do projeto durante a sessão da Câmara Municipal na quinta-feira (16), na oportunidade outro homem acabou causando confusão ao tentar gravar a sessão.


A ideia de realizar o projeto de lei foi apresentando para os vereadores em 2011 e este, passou a ser desenvolvido com maior afinco pelo advogado depois do acidente entre uma carreta e uma criança em Jaciara. “No dia 18 de agosto do ano passado, morreu a menina Bruna, de manhã indo para a escola, esse fato, me provocou uma revolta e comecei a cobrar pela regulamentação do trânsito de carretas na cidade, como nenhum vereador se propôs a ajudar na criação do projeto, resolvi juntamente com presidentes de bairro elaborar um, porém até o momento ele não foi votado e não deixarei ele cair no esquecimento,” disse o advogado.


Jairo Pasqualoto também fez o uso da Câmara em defesa de uma transportadora. “Existem vários funcionários que realizam compras no comércio local, movimentando assim a economia da cidade, o projeto tem que ser revisto, pois ele pode fazer com que os motoristas saíam do município causando prejuízos financeiros a todos”, comentou Jairo.


Segundo Mauro o projeto de lei nasceu através de observações sobre os problemas que o trânsito de carretas causam na cidade como destruição de ruas, calçadas e boca de lobo. Quando elas estão carregadas são 70 toneladas circulando dentro de Jaciara, com a proibição do tráfego delas seria disponibilizado um local específico fora da cidade para que os motoristas deixassem os caminhões com infra-estrutura e segurança. Depois eles iriam de carro ou van até suas residências evitando assim danos na malha viária.


CENÁRIO — A sessão da Câmara de Vereadores acabou rendendo até um boletim de ocorrência na Polícia Militar. A confusão teve início após o presidente da Câmara, Adilson Costa França (PMDB), observar que uma das pessoas do plenário estava em posse de uma caneta espiã. O político solicitou que o objeto fosse recolhido por um dos funcionários da casa e ao chegar o equipamento foi constatado que se tratava realmente de uma filmadora.


Como alternativa de segurança, até mesmo em função do período eleitoral, Adilson acionou o Batalhão da Polícia Militar, registrando assim um Boletim de Ocorrência ante a ação do rapaz. “Ele agiu de má fé e tentou usar de cunho político para prejudicar essa instituição e a nós vereadores”, criticou.


O Presidente argumentou que o acusado faz parte da base política adversária e defendia interesses eleitoreiros com a gravação, que supostamente realizaria. “Isso é muita falta de ética e respeito, por isso parei a sessão e pedi que a caneta fosse recolhida”, justificou.


Antes mesmo do início da sessão houve uma tentativa de filmar o trabalho da casa, porém foi advertido por Adilson que argumentou não poder fazer qualquer tipo de imagem ou gravação devido ao período eleitoral.


Revoltados com a situação constrangedora, vereadores presentes, além de outros cidadãos, repudiaram a atitude e manifestaram, por meio da tribuna livre, a indignação diante do ato, considerado por eles desrespeitoso.


PRIMEIRO — Este é o primeiro projeto de lei de iniciativa popular no município que está sendo encabeçada por Mauro e incentivada por representantes de bairros o objetivo do advogado ao solicitar o uso da Tribuna Livre é fomentar uma votação mais rápida dos vereadores e a aprovação do projeto que possui 1350 assinaturas com 10 artigos. Além disso, ele vem realizando diversos protestos nas ruas e na internet, objetivando pressionar o legislativo.


Questionado a respeito da votação do tal projeto, Adilson justificou que “Temos conhecimento do prazo regimental, mas não votaremos durante o período eleitoral. Vamos sim, discutir o projeto com a sociedade”, assegurou.


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