Estado
11/03/2010 | Beco do Candeeiro
Bandido que matou cabo denuncia PMs por tortura
TV Cuiabá/PM
Cassimiro, que teria confessado o assassinato do cabo PM Oliveira (destaque)
Mayara Michels
Midia News
Cassimiro Moraes dos Santos, 21, o "Cacau", principal acusado de matar o cabo PM Edson de Oliveira, 46, do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), na noite de terça-feira (9), teria sido torturado e tido o corpo queimado com álcool, dentro da sala da Polícia Militar, no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do bairro Verdão.
A denúncia foi feita pelo programa "Comando Geral", da TV Cuiabá (Rede TV/47), nesta quarta-feira (10), com base em Boletim de Ocorrências registrado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
No "B.O.", Cassimiro denunciou que policiais militares - os nomes não foram revelados - jogaram álcool em seu corpo e lhe aplicaram choques elétricos. Os choques teriam provocado combustão, pegando fogo em várias parte do corpo do acusado.
Ele foi encaminhado para o Pronto-Socorro de Cuiabá, onde foi medicado e, em seguida, recambiado para a DHPP, para registrar o boletim de ocorrência. Na manhã desta quarta-feira (10), ele foi encaminhado para o Presídio Pascoal Ramos.
Já no boletim de ocorrência dos policias militares, eles contaram uma versão inusitada: teriam colocado álcool em algumas feridas no corpo de Cassimiro "para desinfetar" e, "como ardeu", ele teriado pulado de dor e "encostou no cigarro de um dos PMs".
Segundo a DHPP, o delegado titular do caso, André Renato, já encaminhou a ocorrência para a Diretoria Geral de Polícia Civil.
Assassinato
O cabo PM Edson de Oliveira, 46, foi morto com um tiro no coração, no Centro Histórico de Cuiabá. O crime aconteceu por volta das 19h, na esquinas da Ruas Voluntários da Pátria e 7 de Setembro, local conhecido como "Beco do Candieiro" e famoso por ser considerado ponto de tráfico de drogas e de prostituição.
Oliveira realizava uma abordagem a três pessoas que estavam um atitude suspeita no local. Um deles reagiu à abordagem e disparou três tiros contra o policial. Um dos disparos atingiu o coração de Edson, que foi socorrido ainda com vida, mas morreu no Pronto-Socorro Municipal da Capital.









