MATO GROSSO, 09/02/2012 - 2:15

ARTIGOS

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Musculação para crianças e adolescentes

Adnan Alli Ahmad

Em toda minha formação acadêmica e profissional defendo a tese que a modalidade “MUSCULAÇÃO” é benéfica quanto qualquer outro esporte, desde que seja executado por pessoas com embasamento em ergonomia postural e formado em Educação Física.
Ano passado tive uma visita de um pai que queria informação sobre a questão e este voltou muito tempo depois matriculando na academia a sua filha dizendo que passou por um especialista em crescimento infantil e segundo o médico avalizou o que tinha dito. Ajustar e encontrar medidas ao incentivo à atividade física e o dever do Educador Físico sempre com embasamento técnico e cientifico.
Mas a enxurrada de informações sem bases impede crianças e adolescentes de não praticar esta atividade que pode ser muito benéfica no desenvolvimento das habilidades motoras nas tarefas cotidiana como é o caso da musculação. A frase que, mas escuto “a musculação não é boa para esta fase da vida porque causa impacto nas epífises dos ossos longos ocasionando a parada do crescimento”.
O mais incrível que tem gente que toma isto como verdade absoluta porque alguém falou. Uma informação passada de um para o outro e não se sabe quem é a origem de fato. Sei da deficiência de literatura e estudo que tem sobre o assunto as informações que estão a disposições no google e até mesmo nas faculdades são poucas referencias sobre o assunto.
Recentemente o Professor Andrei Guilherme Lopes fez uma monografia de conclusão de curso de Educação Física da universidade de Londrina PR, orientado pelo o professor mestre Edson Scolin um interessante estudo cientifico. O seu trabalho concluiu que o treinamento de força em crianças pré-púberes não causou alterações ou lesões epifisárias ósseas, foram selecionadas crianças pré-puberes, fase confirmada por avaliações das pilosidades pubian.
Depois das declarações médicas como aptas aos exercícios físicos e devidamente autorizados pelos pais, fizeram exames radiológicos nas articulações do cotovelo e joelho direito. Em seguida passaram por um período de quatro semanas de adaptação ao treinamento e logo a seguir 12 semanas de treinamento de força com 80% da carga máxima avaliada pelo teste de repetição máxima proposta na literatura por Roberts & Weider 1995. Após esse período, as crianças repetiram as avaliações radiológicas seguindo os mesmo procedimentos iniciais. Comparando os resultados pré e pós treinamento de força, ficou claro não ter havido alterações das epífises dos ossos longos como “falam os falsos entendidos”. Esta monografia encontra-se publicada na internet e vale a pena ler.
Enfim a atividade física para crianças e adolescente e de suma importância nesta fase, pois acelera o crescimento logentudinal , a espessura dos ossos, a liberação de testosterona e do hormônio do crescimento e este beneficio são mais evidente com a musculação. Lembrando que existe critério para que possa executar essa modalidade, profissional competente, aparelhos ergonomicamente correto, avaliações medica e física.

Professor adnan alli ahmad cref 664 GMT.

Educador físico, Preparador físico, personal trainer,terapeuta ocupacional especializado em ginástica laboral preparatória, compensatória, relaxamento e ergonomia no trabalho.