23/01/2012

Luiz Carlos Amorim

Música sertaneja, a música popular brasileira

Luiz Carlos Amorim é Coordenador do Grupo Literário A ILHA em SC, com 31 anos de atividades e editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento LIterário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros. Editor de conteúdo do portal PROSA, POESIA & CIA. e autor de 27 livros de crônicas, contos e poemas, três deles publicados no exterior. Colaborador de revistas e jornais no Brasil e exterior – tem trabalhos publicados na Índia, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha, Itália, Cabo Verde e outros, e obras traduzidas para o inglês, espanhol, bengalês, grego, russo, italiano -, além de colaborar com vários portais de informação e cultura na Internet, como Rio Total, Telescópio, Cronópios, Alla de Cuervo, Usina de Letras, etc. O autor assina, também, o Blog CRONICA DO DIA, em Http://luizcarlosamorim.blogspot.com

Eu já não sou mais nenhum jovenzinho, então me lembro da época na qual a música sertaneja era uma coisa de minoria, dizia-se que quem ouvia e gostava daquele tipo de música eram as pessoas que moravam no campo, nas zonas rurais das cidades. Isso lá pela década de sessenta, setenta, oitenta. E, cá pra nós, as gentes da cidade também gostavam, sim, da música sertaneja, que era chamada também de música caipira, só que compravam os discos e ouviam os programas de rádio escondidas, muitas não confessavam que ouviam aquele tipo de som.
Eu não gostava mesmo, assim como não gostava de música gauchesca. Nos anos noventa, no entanto, as coisas começaram a mudar, talvez até um pouquinho antes. As duplas sertanejas começaram a vender mais e mais discos, os shows deles começaram a ser apresentados em palcos e lugares antes reservados a música popular, rock, música jovem, etc. e eles começaram a aparecer também na televisão e nas paradas de sucesso.
E a verdade é que começaram a fazer mais sucesso do que muito popstar da hora, vendiam mais discos do que muito cantor e muita banda consagrados. Aliás, diga-se de passagem, eles já vendiam muito disco há três, quatro décadas. É que as estatísticas não incluíam esse gênero, que era considerado pra lá de brega.
Hoje, eles são grandes astros e a música sertaneja evoluiu para o sertanejo universitário e o sucesso é cada vez maior. Os cantores e duplas são fenômenos musicais, como Michel Teló e Luan Santana, Zezé de Camargo e Luciano, Victor e Léo e tantos outros.
Os grandes hits musicais da atualidade são quase todos música sertaneja ou sertanejo universitário. As festas e bailes tocam o sertanejo universitário em todo lugar e todo mundo dança esse gênero. As academias de dança dão aula não só de música gauchesca, mas também e principalmente de sertanejo universitário.
Como eu falei lá no começo, eu na gostava nem de música sertaneja nem de música gauchesca. Pois agora gosto. Aprendi a gostar depois que fui aprender a dançar os ritmos da música gaúcha, porque em toda festa ou baile sempre toca o gênero, acabei gostando e também passei a gostar do sertanejo universitário. Não que eu já saiba dançar esta última, mas estou aprendendo.
O sertanejo universitário está fazendo sucesso até em outros países: a música de Michel Teló está sendo gravada em várias línguas, pelo mundo. Temos mais é que valorizar e aproveitar a popularidade de uma coisa nossa, pois é uma questão de cultura, de tradição que evidencia os sentimentos e emoções do povo brasileiro.


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