31/10/2011
Luiz Carlos Amorim
A Copa do mundo no Brasil
Luiz Carlos Amorim é Coordenador do Grupo Literário A ILHA em SC, com 31 anos de atividades e editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento LIterário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros. Editor de conteúdo do portal PROSA, POESIA & CIA. e autor de 27 livros de crônicas, contos e poemas, três deles publicados no exterior. Colaborador de revistas e jornais no Brasil e exterior – tem trabalhos publicados na Índia, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha, Itália, Cabo Verde e outros, e obras traduzidas para o inglês, espanhol, bengalês, grego, russo, italiano -, além de colaborar com vários portais de informação e cultura na Internet, como Rio Total, Telescópio, Cronópios, Alla de Cuervo, Usina de Letras, etc. O autor assina, também, o Blog CRONICA DO DIA, em Http://luizcarlosamorim.blogspot.com
A Copa do Mundo, aquele que vai ser realizada no Brasil, continua rendendo polêmicas. Além dos atrasos das construções de obras de infraestrutura para o evento, além do Estado estar arcando com o custo das construções de estádios para acolherem os jogos, a novidade mais recente é que a Fifa não gostou do fato de, no Brasil, haver uma lei que garante meia entrada para estudantes e idosos. Alega que vai ter prejuízo com isso, que não vão arrecadar o que esperavam. Ameaçam, até dobrar o preço dos ingressos.
Em vista disso, um gaiato, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, sugeriu que o poder público banque a diferença, para que a dona Fifa não tenha prejuízo. Não é hilário? O contribuinte já está sendo sacrificado, pois o dinheiro que está sendo gasto para construir os estádios para a Copa é o mesmo dinheiro juntado às custas de impostos escorchantes que ele paga e que deveria ser usado na saúde, na educação, na segurança, mas não é. No entanto o senhor prefeito do Rio quer que nós paguemos rios de dinheiro para a Fifa, para que “ela não ganhe menos do que está acostumada a ganhar”.
Parece brincadeira. Se o país não tem condições de sediar um evento como a Copa, porque se candidatou?
E não é só isso. Dona Fifa também quer que o Brasil autorize a venda de bebidas alcoólicas dentro e fora dos estádios, durante os jogos. Não é legal? Alguém talvez já tenha percebido que a Copa é realizada sempre em países diferentes e em ascensão, por escolha da Fifa, que não arca com nada para a concretização do grande evento, apenas faz regras e arrecada os resultados. Fácil, não é?
Pois o Brasil já está bem arranjado: vai ser governado pela Fifa. Porque ser escolhido para sediar a Capa não é privilégio, é dispêndio, é gastar para construir estádios pelo país inteiro. E também com infraestrutura, só que esta fica para nós, que pagamos a conta. Os estádios vão de mão beijada para os clubes.
Então, acabei ligando uma coisa com outra coisa. Fiquei matutando cá com meus botões, que decidiram ressuscitar, de novo, a CPMF – ou seja lá que nome deem ao imposto – logo que as coisas da Copa começaram a atrasar, a apertar. Já sabemos que para a Saúde, o dinheiro de um novo imposto não vai, como já vimos em edições anteriores dessa novela. Acho que estão mesmo é tentando arrecadar fundos para a Copa. Não seria de se duvidar. Usa-se um pouco nas obras para a Copa, outro tanto nos “desvios”... Afinal, como está tudo atrasado, não precisa de licitação... E é dinheiro do povo, mesmo. Isso tudo sem contar o "furdúncio" no Ministério dos Esportes.

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