28/09/2011

Letícia Peliccioni

O Perfil dos adolescentes que entram em conflito com a Lei

Letícia Peliccioni é formada em Letras e Música (piano), e professora nas Escolas Marechal Rondon e Dom Bosco em Jaciara

Diariamente são transmitidas notícias, de adolescentes em conflito com a lei, o que é preocupante, pois mesmo com pouca idade, cometem os mais variados tipos de crimes, tão graves quanto os cometidos por adultos, prejudicando a sociedade, muitas vezes de forma gravíssima e assustadora.
O que mais impressiona é o perfil desses adolescentes, pois a maioria apresenta histórico de vida semelhante, quando não iguais. A falta de lazer, saúde e educação, o envolvimento com drogas, a falta de apoio e a discriminação, são fatores que contribuem com a quebra de valores dos mesmos.
Lares destruídos pelos vícios, pobreza, violência e abandono, a obrigação de trabalhar prematuramente, em condições desumanas, faz parte da vida de muitos. É claro que não se pode generalizar, pois existem aqueles que apesar de terem pais bem sucedidos, boa base familiar, optam pelo mau caminho muito cedo, por isso a grande importância da escola e família fazerem uma parceria em prol destes.
Antigamente uma família estruturada era uma garantia de que os filhos desenvolveriam uma personalidade saudável. Hoje, bons pais estão produzindo filhos ansiosos, alienados, autoritários, angustiados. Muitos filhos de médicos, juízes, empresários estão atravessando graves conflitos. Por que pais inteligentes e saudáveis têm assistido seus filhos adoecerem? (CURY, 2003, p.28)
Com base no que diz o autor, pode-se concluir que realmente nenhum pai apesar de sua formação profissional ou poder aquisitivo, pode controlar o desenvolvimento da personalidade de seus filhos, pois muitos se empenham em proporcionar-lhes uma boa educação, mas infelizmente, em muitos casos se frustram ao perceber que seus filhos se tornam o oposto do que esperavam.
Por outro lado, a situação educacional de adolescentes de todas as classes sociais, tem se agravado porque diversos pais se comportam como telespectadores, assistindo seus filhos adoecerem, na rua, na frente da televisão ou em companhia da internet. Adoecerem não no sentido físico, mas emocional e psicológico, o que é pior.


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