28/09/2011
Vinicius Moura
Cerrado vivo!
Vinicius Moura é aluno da Escola Estadual Antonio Ferreira Sobrinho em Jaciara
Certa vez fui visitar o cerrado
Com ar de fascinação, fiquei paralisado
Notei que pelas “florestas-galerias”
Margeavam belos mananciais e árvores a se entortar
Suave melodia de pássaros a cantar.
No meio dessa mata observei um sol
Que exibia suas flores
Ah, era belo!
Sustentado por um tronco
O sol da mata, o ipê-amarelo
E suas rochas calcárias
Que dela se abria uma fenda
Que formavam grutas e cavernas
Perto de uma fazenda
O gado por lá pastava
A ave por lá cantava
Na árvore alimento tinha
Remédio se retirava
Da própria natureza
Eu no paraíso estava
A anta, a onça pintada
A garça, o tucano, o tamanduá
No meio da mata
Ouvia-se o canto do lobo-guará
Minha visita chegava ao fim
Pensava em um dia voltar
E perceber que nada saiu de seu lugar
Das árvores e animais o cerrado era o lar
Um dia o homem decidiu
Que o cerrado deveria acabar
Tirando tudo do lugar
Mas a natureza não desiste
Insiste no recomeço
De devolver aos animais e plantas
O lugar para morar
Cresce meticulosamente todos os dias
No devaneio de se ver completa
Morre com a flor aberta
Na esperança de progredir
O que um dia o homem decidiu destruir
Cresce a flor novamente
Recomeçando tudo outra vez
Perde a força por se ver sozinha
Em um cerrado que muito dela tinha
Agora é uma só
Pela maldade humana
O cerrado virou pó
Que um dia a ganância despertou
Que alimento de sua própria boca
Não pensou e tirou
Em um último ato
Do cerrado o sangue vai escorrer
Se juntos não nos unirmos
E decidir replantar e proteger
Para um triunfo sobre a ganância
Juntos iremos vencer!

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Parabéns ao Vinícius pela iniciativa. É preciso criar a consciência ecológica e cultural em nossos jovens. Tomara que toque no coração das pessoas que de fato podem fazer algo para mudar o cenário tão preocupante de nosso MT.