21/06/2011
Cláudio José
O povo e o enganado de VLT
Cláudio José é economista pós graduado em auditoria e controladoria/Especialista em logística de aglomerados urbanos/Experiência operacional de 30 anos em Transporte Coletivo Urbano
Meias verdades, meias informações, meios projetos, meias análises, nem sempre serão uma grande mentira, um grande engodo, mas quase sempre, quando atendem interesses pessoais em detrimento ao coletivo, causa uma grande enganação, um grande prejuízo, uma grande conta, que sempre acaba estourando no lado mais fraco, ou seja, quem é que vai pagar a conta é quem utiliza; o passageiro e seu empregador. Retira-se da comunidade uma grande soma para ser queimada em poluição e exclusão social.
Existe um projeto no governo, da URFJ e UFMT, como esboço de um plano diretor de transporte da região metropolitana, Cuiabá e Várzea Grande, onde traz em seu bojo, todas as mobilidades dos passageiros, em transbordo e integrações. É lógico que nem sequer consideraram o sistema como um todo, muito menos plano diretor de transporte, que bicho é esse?
Ocorre, que a sintonia das acomodações feitas por transporte coletivo ônibus, acessa esses pontos em total consonância, privilegiando o transporte púbico coletivo, reduzindo através dos ônibus de maior porte, articulados, bi articulados e bi articulados alongados, bem como os alimentadores com maior velocidade de torque e pisos baixos, reduzindo a frota atual em até 40 por cento (equivale a menos 200 ônibus atuais), com vias preferenciais em corredores, alem de serem veículos turbinados com inter –cooler e com injeção, isso tudo para dizer que o consumo é muito menor e poluem muito menos que o sistema atual, em virtude da elevação da velocidade operacional, que passa de 14 km/hora para 28 Km/hora no pico, conseguindo a excelência de transporte, diferente do atual, que por sinal está um caos.
Quando nos referimos ao sistema BRT, todas as concepções estão concebidas, pois se trata de um sistema complexo, com repercussão em toda a grande Cuiabá, premiando o menor tempo do passageiro embarcado, menor poluição, menor circulação de ônibus na área central das duas cidades e principalmente uma tarifa estimada em torno de R$1,00 (hum real), com estudantes 100% (cem por cento) gratuitos, tanto em Cuiabá como em Várzea Grande, isso, com uma implantação contínua, revertendo à comunidade as melhorias, além da distribuição de sistemática de renda e gerando maior desenvolvimento econômico e social, com transporte de qualidade, sendo o agente propagador da economia local.
Na linha BRT Aeroporto – CPA serão acopladas os corredores de origem:
1 – Unipark – Cristo Rei até Centro de Cuiabá - Morada do Ouro – CPA III;
2 – Trevo do Lagarto (via Julio Muller) Centro de Várzea Grande até CPA – Jd. Vitória
3 – 24 de dezembro – Alzira Santana – Centro de Várzea Grande até Centro de Cuiabá – Shopping Pantanal; onde o VLT é proposto apenas no trajeto Aeroporto – CPA e Trevo do Tijucal – Prainha.
Isso quer dizer que a redução da frota atual, para economia de combustível e diminuição de poluição é enganoso. Não vai se conseguir reduzir mais que 5 % (25 ônibus) da frota e o que será pior, os atuais ônibus em sua maioria desadequados, terão que continuar circulando em toda a área central, tanto de Várzea Grande como em Cuiabá, congestionando e reduzindo a velocidade operacional de todo o trânsito.
Além disso, vamos introduzir outro sistema, que como muitos estão dizendo, é que o dinheiro não é nosso mesmo, então não precisamos preocupar, é do governo federal; o que não está sendo informado, que de toda forma teremos que pagar. Além do mais, terá que ser feito um subsídio para manter o sistema e para a tarifa ficar em torno de R$ 3 reais. E também, os sistemas não se harmonizam nas integrações, precisando fazer pontos e estações para ambos os modais o que além de serem mais caros, obrigam aos passageiros a fazerem cerca de 50 % de transbordos e a caminharem mais, incluindo os portadores de necessidades especiais.
Ah! Que bom seria se houvesse o investimento destinado ao VLT, para ampliar o BRT, teríamos corredores preferenciais em todas as áreas, desde o Pedra 90, Corredor da Mário Andreaza, via Verdão, Ribeirão do Lipa, Grande Cristo Rei, com berços de acomodação para veículos e bicicletas etc e com tarifa de R$1 real!!!!
Vamos fazer questão de continuar escrevendo com a finalidade de fixar memória e esclarecer à população, independente da escolha pelo governo do VLT, para depois analisarmos os resultados.

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