16/02/2011

Edvaldo de Magalhães

Que venha o fim da educação pública

Edvaldo de Magalhães É professor em Jaciara e analista Político

O sistema público de ensino no Brasil há muito tempo que se tornou póstumo. É preciso sepultá-lo com urgência para dar lugar a outro. Todos sabem que é um desperdício e perda de tempo o governo investir nesse setor do jeito que está.

Como investir dinheiro em algo que está morto há muito tempo? Por isso que não é somente dinheiro que vai resolver o problema da educação no país, mas o compromisso moral e ético de todas as instituições e todos os brasileiros e brasileiras a começar do estado fazendo reforma profundas, depois da família, da igreja, dos sindicatos, dos empresários, dos trabalhadores em geral.

Todos precisam engajar de corpo e alma nesse setor, caso contrário o país está fadado ao fracasso e adeus ao sonho de chegarmos ao grupo dos paises de primeiro mundo. Eu enquanto educador percebo o sofrimento dos profissionais da educação pública (uma pequena parcela) que tem compromisso em resgatar a qualidade de ensino, chegarem ao final de cada ano letivo impotentes, por não verem cumpridas as suas expectativas.
Muitos deles sucumbem em profunda depressão e terminam a carreira neuróticos, sem falar daqueles que morrem antes do tempo.

Os vícios que estão grudados, como pragas, na educação pública, são históricos e gritantes. Começando pela própria legislação (obsoleta) até chegar à escola. No inicio deste ano, um novo Plano Nacional de educação deve entrar na pauta do Congresso com o objetivo de definir metas percentuais de investimentos em relação ao PIB. As mudanças paliativas são tantas que a cada ano que passa a qualidade do ensino piora, para comprovar isso, basta o leitor constatar os últimos índices do PISA (Programa Internacional de avaliação de Aluno) que aponta o retrato da educação infantil com somente 18% das crianças com até 3 anos de idade estão nas creches e acrescenta que ainda convivemos com um vergonhoso número de analfabetos atingindo 14,1 milhões.

Atualmente o Brasil se encontra em 53º lugar de um total de 65 nações no desempenho de leitura. Infelizmente estamos no rodapé da lista. Vergonhoso! Isso se transforma em efeito cascata, as secretarias de educação de cada estado e município das federações, não cumprem o seu papel de endurecer a cobrança de resultados sobre os assessores, estes por sua vez não fazem o mesmo sobre os gestores e estes não fazem sobre os coordenadores e professores que por sua vez não fazem sobre os alunos que não tem a devida cobrança dos pais (com exceção de alguns) e para complicar ainda mais o sindicato encolheu na sua base de luta, porque os seus dirigentes sofrem afagos do governo.
E o resultado disso tudo reflete nesses índices vergonhosos.

Em meio a todo esse caos educacional que grassa no país, ainda se salva algumas escolas técnicas e particulares e outra pequena parcela ligada ao setor religioso que ainda procura manter uma disciplina rígida fundida à educação. É contraditória a atitude de muitos profissionais da educação pública que preferem colocar os seus filhos nessas instituições de melhor qualidade de ensino porque tem consciência que o ensino público é caótico.

Se não houver uma reforma educacional urgente a tendência é piorar ainda mais e o estado vai jogar dinheiro fora. A presidente Dilma Roussef prometeu em palanque durante a campanha investir pesado no ensino básico, mas para que isso aconteça, é necessário, reformar com profundidade todo o processo que se encontra falido. Em muitos países desenvolvidos, a educação é caso de policia, na Grã Bretanha, por exemplo, se o aluno ou pai de aluno faltar com a responsabilidade educacional, são presos e vão responder na justiça. Em um país sério, a educação não é somente de responsabilidade do Estado, mas de todos os cidadãos. Então que venha o fim desse modelo de escola pública universalizada sem resultado, para ressurgir outra melhor!


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