MATO GROSSO, 09/02/2012 - 2:01

ARTIGOS

28/08/2010

Aquecimento global, a grande fraude

Deniz Espedito Serafini

É certo que a população mundial, em breve, alcançará 10 bilhões de pessoas.
Hoje temos 6,7 bilhões de habitantes no globo terrestre. É certo, também, que, se a produção de alimentos continuar na marcha atual, sem substancial aumento, a fome fará milhões, muitos milhões de vítimas. Segundo a FAO, hoje já afeta um bilhão de pessoas e morrem 16 mil crianças por dia.

Ao lado de estatísticas e estudos científicos que conduzem para o raciocínio lógico da importância e da necessidade do aproveitamento das terras particulares para a produção de alimentos, surgiu no final do século passado e multiplicou-se no início deste, uma onda ambientalista, que chega às raias do absurdo. Nada contra os poluidores, tudo contra quem seqüestra os gases venenosos, como se a propriedade rural devesse ser a destinatária de todo o lixo urbano irresponsável. Daí fala-se não mais em código ambiental, mas código florestal, como se o mal ambiental residisse somente nas colônias, nos sítios e nas fazendas. Um contra-senso.

É certo, ainda, que os países menos desenvolvidos do planeta são os mais preservados e que os mais ricos são os mais devastados e maiores produtores de todos os tipos de gases perniciosos e de efeito estufa; e que foi a partir de uma agricultura forte que passaram a se projetar no cenário mundial como ricos.

Não devemos deixar de pensar que a preservação da natureza, especialmente quanto à proteção dos mananciais, corretamente prevista na legislação brasileira, desde os meados do século passado, deve ser respeitada não somente porque decorre de lei, mas porque é essencial para a vida.

No entanto o que se vê, hoje, é uma maldosa perseguição de falsos ambientalistas aos produtores de alimentos neste país, mesmo aqueles que preservam as nascentes e margens de córregos e rios, ao ponto de serem intitulados de grandes inimigos do meio ambiente, somente porque transformam parte de suas propriedades em lavouras ou pastagens e que de sua atividade decorre, inexoravelmente, uma catástrofe: o fim do mundo, decorrente de um infernal aquecimento.

Sabido e comprovado está que a soja, o milho, a cana, o feijão, todas as cultivares enfim, enquanto em crescimento, seqüestram mais carbono e gases poluentes que o cerrado e as árvores envelhecidas.

Não bastasse isso, estudos recentes, a exemplo do patrocinado pelo Doutor em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin, Madison (EUA) e pós-doutor em Hidrologia de Florestas pelo Instituto de Hidrologia de Wallingford (Reino Unido) e professor de pós-graduação de Universidade de Évora (Portugal) – Dr.Luiz Carlos Baldicero Molion – atestam que o clima nunca esteve em equilíbrio, estático e que o registro arqueológico e histórico apresenta evidências de que as civilizações se desenvolveram e prosperaram durante os períodos quentes, sendo os períodos frios comumente caracterizados por fome, doenças e guerras. E aponta uma série de dados estatísticos de que entre 400 a 600 anos esses períodos quentes e frios se alternam e que dentro desses macros períodos sempre existirão micros intervalos quentes e frios, fruto das oscilações das atividades solar e vulcânica, por exemplo.
Estaríamos, então, a partir de 1.920, numa nova era de “Ótimos Climáticos”, tempos quentes e de prosperidade, que nada tem a ver com modificações da natureza implementadas por nós humanos.

Destaca-se que a taxa média de aquecimento apontada pelas ONGs, entre 0,1 a 0,2 graus centígrados por década, se encontra dentro das taxas naturais de aquecimento e resfriamento registrados nos últimos 10 mil anos, conforme atestaram, em carta dirigida ao Secretário Geral da ONU, nada menos do que 100 cientistas de 19 países, como refere Geraldo Luís Lino, em sua obra A FRAUDE DO AQUECIMENTO GLOBAL, pág. 124/126, Ed. Capax Dei, editada em 2009.

E o mais importante, como diz o cientista e meteorologista acima mencionado Dr.Luiz Carlos Baldicero Molion, na obra citada, é que não estamos longe, por volta de 20 a 25 anos, de novo micro intervalo de resfriamento, eis que o Sol está entrando em novo mínimo do Ciclo de Gleissberg, o que quer dizer que estará em baixa atividade.

Será que vamos ter que esperar pelas “Eras Negras” do resfriamento global, tempos de crise, a ocorrer daqui a duas décadas para desmascarar a mídia sensacional e alarmista e os nossos concorrentes internacionais, muito bem representados em nosso território por centenas de ONGs entreguistas, que têm rótulo de santas ambientalistas?

Deniz Espedito Serafini, é presidente da Associação Brasileira de Proprietários Rurais