30/07/2010
Luiz Gonzaga Bertelli
As responsabilidades dos estagiários
Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, da Academia Paulista de História – APH e diretor da Fiesp.
O estágio é um período de amadurecimento para os jovens. Além de despertá-los para a necessidade de se preparar cada vez mais para o competitivo mercado de trabalho, o estagiário aprende a lidar com seu próprio dinheiro. Isso porque todo estágio deve ser remunerado com a bolsa-auxílio de acordo com a Lei nº 11.788/08, prática corrente antes mesmo da obrigatoriedade legal.
A questão é que o tema finanças pessoais raramente ocupa as conversas com familiares e está ainda mais ausente das salas de aula. Entretanto, o controle das contas será essencial para que o estagiário alcance outras conquistas na vida adulta, como a aquisição do primeiro carro ou até mesmo da tão sonhada casa própria. Mesmo sabendo que, na ponta do lápis, a base da convivência harmoniosa com o dinheiro se restringe à simples orientação de não gastar mais do que se ganha, o CIEE disponibiliza gratuitamente o curso Como administrar suas finanças.
Feito pelo site www.ciee.org.br, a oficina tem duração média de cinco horas, que devem ser cumpridas em um prazo de dez dias. Nela, o jovem recebe noções de planejamento e aplicações que podem render mais. Além disso, é alertado para algumas razões pelas quais as pessoas se atolam em dívidas. Como a apostila do curso é liberada para download e impressão de quem se matricula no curso, os conhecimentos podem ser repassados para toda a família, tendo em vista que as altas faturas do cartão de crédito – um dos grandes vilões do desequilíbrio orçamentário – podem assombrar até mesmo os consumidores mais calejados. Mas é preciso dizer que os estudantes estão bem encaminhados: uma pesquisa do CIEE identifica que um percentual significativo dos estagiários destina parte da sua bolsa-auxílio para pagar as mensalidades escolares e para compra de materiais pedagógicos, destinando ainda uma parcela para complementar a renda familiar. Como se vê, nem sempre juventude é sinônimo de consumo desenfreado.

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