MATO GROSSO, 10/02/2012 - 2:05

ARTIGOS

20/04/2010

Construindo uma Relação Alteritária e não Autoritária

Emerson de Arruda

Escola Pública:
Construindo uma Relação Alteritária e não Autoritária

*Emerson de Arruda

A escola tem uma missão importante na criação de uma nova sociedade, que tem como marca a diversidade cultural no contexto pós-moderno. Nela educadores, pais, alunos, psicólogos, sociólogos, antropólogos e vários outros cientistas da educação, encontram o espaço ideal para o diálogo com o outro.
Essa conversa com os vários atores sociais que participam desse cenário educacional, deve tomar como base a afirmação de Pérez Gómez (1998) de que a escola é “um espaço de cruzamento de culturas.”
Se essa instituição é um espaço de cruzamento de cultura, e segundo Moreira e Candau (2003) “tal perspectiva exige que desenvolvamos um novo olhar, uma nova postura, e que sejamos capazes de identificar as diferentes culturas que se entrelaçam no universo escolar,” alunos e professores podem ser afetados num relacionamento sócio-afetivo-cultural permanente.
Entretanto, quando analisamos a escola como instituição, percebemos infelizmente que a mesma perdeu a capacidade de enxergar os mundos por detrás do mundo aparente de cada personagem desse ambiente.
A sua relação na grande maioria das vezes é pautada por uma postura autoritária, que concebe alunos, como seres homogêneos, e por isso, a padronização é um dos elementos, que pertence ao desenho curricular de alguns cenários educacionais.
A escola deveria ser um espaço de relação alteritária contínua, onde sujeitos, que vivem em ambientes diversos podem partilhar suas histórias, experiências e misérias, evidenciando que cada mundo tem seus valores, preconceitos e dilemas.
É necessário que os profissionais da educação, a comunidade local e os próprios alunos consigam entender, que a escola é muito mais do que uma instituição a serviço do estado ou um prédio com buracos na lousa, que carece de reformas pelo governo.
Ela é um ambiente social incrível, onde a multiplicidade de pensamentos e sentimentos esta presente, e onde alunos com os pés nesse chão pedagógico, poderão transcender os condicionamentos recebidos nos vários grupos sociais.
O desafio da escola é o de construir, a partir do contato com os atores sociais que estão ligados a ela uma relação onde a alteridade produz mudanças incríveis, alterando o destino de alunos, professores, pais e da própria comunidade que é beneficiada com essa relação.

*Emerson de Arruda é pastor da Igreja Presbiteriana de Jaciara, teólogo, psicopedagogo e clinico institucional , professor de Antropologia na Faculdade EDUVALE, pós-graduando em Educação Infantil e Letramento, e mestrando em Educação na UFMT Campus de Rondonópolis.



Emerson de Arruda é pastor da Igreja Presbiteriana de Jaciara, teólogo, psicopedagogo clínico e institucional, professor de Filosofia da Educação, graduando em Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano e mestrando em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso/ Campus de Rondonópolis.