Agronegócio
09/02/2009 | Gado
Acrimat faz alerta contra cigarrinha
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Da Redação/DAD
Ela é pequena, geralmente tem 10 milímetros de comprimento, mas com um poder imenso. A cigarrinha, uma velha conhecida dos pecuaristas, é uma das principais pragas das pastagens. As cigarrinhas causam grande prejuízo à pecuária, reduzem a capacidade de suporte e degradam pastagens formadas pelas mais diversas gramíneas, sendo as mais importantes pertencentes aos gêneros Brachiaria, Panicum e Cenchrus.
"O produtor deve ficar alerta aos sinais da presença das cigarrinhas ainda na fase inicial (ovo ou ninfa), porque depois que ela começa a voar (fase adulta) já fez o estrago", disse o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Ele acrescenta que "estamos na melhor época de pastagem e se o pecuarista entrar no período de seca com a pastagem comprometida, certamente ele terá prejuízo ao longo do ano".
O pico populacional das cigarrinhas acontece justamente nesse período de chuvas. No período da seca, permanecem na pastagem na fase de ovo. São os chamados ovos em diapausa. Eles é que dão origem às ninfas (formas jovens das cigarrinhas) no início do período chuvoso. Além do calor, as cigarrinhas dependem, para o seu desenvolvimento, de muita umidade.
"As cigarrinhas reduzem drasticamente o crescimento das gramíneas, diminuindo a produção das pastagens, dependendo do nível do ataque. A redução da pastagem pode variar de 5% a 50% com a presença das cigarrinhas e as consequências valem para a redução do peso do gado. Com isso, além de uma reduzida produção, pastos de menor qualidade, a pastagem tem sua capacidade de suporte reduzida", aponta Armindo Kichel, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Na pastagem infestada, os insetos atacam as raízes e as folhas das plantas, sugando a seiva e provocando o amarelamento e secamento das folhas, diminuindo a produção de massa verde, valor nutricional e deixando o capim com sabor desagradável e com isso, o animal come menos e perde peso mais rápido.
ATAQUE
PáginaRural
O produtor rural da região de Nova Canaã (699 quilômetros ao norte de Cuiabá), Daniel Pereira Wolf, está sofrendo esse ataque das cigarrinhas em sua propriedade. "Elas (cigarrinhas) estão prejudicando bastante a pastagem. O gado sofre com a falta do capim". Wolf usa o capim-mombaça (Panicum maximum) e Brachiaria Brizantha, conhecida como brizantão. Para combater os dois ataques da cigarrinha, que acontecem no início das chuvas (outubro) e agora em fevereiro, o produtor vem fazendo um manejo de corte do capim e "nada mais".
"Algumas alternativas são o controle biológico com aplicações do fungo Metharhizium anisopliae, inseticida na fase em que a cigarrinha está passando para a fase adulta, rotação de cultura alterando lavoura e pecuária, e diversificação de pastagem, dando preferência às pastagens mais baixas", sugere Kichel.










