Economia-Agronegócio
16/06/2009 | Produtores em alerta
Tradings não liberam crédito e produtores de MT entram em alerta
Olhar Direto
As tradings, multinacionais do setor de insumos e responsáveis pelo financiamento de 85% dos grandes produtores de Mato Grosso, ainda não liberaram as linhas de crédito no volume esperado pelos sojicultores e cotonicultores do Estado no volume desejado e o fato passou a preocupar os líderes setoriais.
"Estamos num nível crítico, porque, na atual conjuntura, as tradings já tinha oferecido até 60% do crédito para a comercialização da safrinha e, por consequência, as linhas de crédito para o plantio da soja. Estamos preocupados porque o Banco do Brasil não terá condições de suprir essa demanda por crédito", declarou Neri Geller, produtor rural da região de Lucas do Rio Verde e suplente de deputado federal pelo PSDB.
Gelller estima que apenas entre 6% e 8% foram "liberados" pelas tradings. "É um percentual muito tímido para Mato Grosso, que é responsáveis pelos maorires volumes de grãos do país. E nossa preocupação é pertinente porque o Banco do Brasil,por tradição, financia apenas a agricultura familiar ou os produtores da região Sul", pondera Geller.
Em Mato Grosso, as principais tradings que operam com os sojicultores são a Bunge, Cargill, Amaggi, ADM, Louis Dreyfus, Caramuru, Milênia etc. Como foram duramente atingidas pela crise financeira mundial, as próprias empresas estão com dificuldades de fazer as captações no sistema bancário internacional, um dos mais prejudicados pelo crash de setembro de 2008, iniciado a partir da quebra do banco norte-americano Lehman Brothers.










