Agronegócio
13/02/2009 | Aftosa
Gado da área de fronteira será vacinado agora
AscomFamato
A partir de agora Mato Grosso terá apenas duas etapas de vacinação contra a febre aftosa, uma em maio para animais de 0 a 24 meses e outra em novembro para animais de mamando a caducando. Apenas 80 mil das 26 milhões de cabeças de bovinos no Estado, presentes ao longo da área de fronteira com a Bolívia, serão vacinadas em fevereiro. A redução das etapas era um pedido antigo do setor produtivo, que só foi atendido após o parecer favorável do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com base em estudos de campo e científicos, além dos excepcionais índices de vacinação no Estado.
A região de vigilância na fronteira com a Bolívia consiste em aproximadamente 15 quilômetros de largura, respeitando as áreas das propriedades, localizadas em municípios como Cáceres (225 quilômetros a oeste de Cuiabá), Porto Esperidião (a 326 quilômetros) e Vila Bela da Santíssima Trindade (521 quilômetros).
Para os produtores desta região, o Fundo Emergencial de Febre Aftosa (Fefa), está financiando a vacina. O fundo adquiriu as doses da vacinas e contratou os vacinadores. A realização da vacinação é de responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), que fará a imunização do rebanho utilizando pistolas oficiais.
“A eliminação desta etapa, tradicionalmente realizada em fevereiro, significa que Mato Grosso, caminha firme em sua meta que é de conquistar o estatus de estado livre da aftosa, sem vacinação” disse o diretor tesoureiro da Famato, Eduardo Alves Ferreira Neto. Ele alerta porém, que a vacinação nas 664 propriedades situadas na região de fronteira continua sendo obrigatória e fundamental para garantir a sanidade do rebanho mato-grossense.
Esta região de fronteira, tanto do lado boliviano como no Mato Grosso, é considerada livre de febre aftosa com vacinação, ainda assim, as autoridades sanitárias entendem que a manutenção desta etapa da campanha (fevereiro) se faz necessária para salvaguardar o rebanho e sua sanidade. "Trata-se de uma barreira preventiva para reforçar a imunidade dos animais na faixa etária de zero a 12 meses, período em que a vacinação é muito importante" destacou o presidente da











